Malandragem lá da roça

Hoje (sexta, 01/12) tem show do mestre Laércio de Freitas (Campinas, 1941), apresentando o repertório do seu disco clássico “Laércio de Freitas e o Som Roceiro”, de 1972. O DJ Paulão encontrou o mestre no exato dia do aniversário desta obra-prima em nossa casa e preparou um playlist para celebrar os 45 anos deste trabalho. Ouça a playlist, leia o depoimento abaixo do Paulão e vá ao show (informações AQUI).

“Recebi a visita na Patuá Discos do mestre Laercio de Freitas, ou Tio (como é chamado pelos músicos que o conhecem, no exato dia em que seu disco completou 45 anos. Alguma hora a conversa resvalou na música sertaneja, e o Tio alertou com sua voz baixa: ‘sertanejo não, porque a gente não tem sertão’… Provavelmente essa é a ideia por traz do LP “Laércio de Freitas e o Som Roceiro”: não somos do sertão e sim da roça. Algum tipo de pilantragem interiorana, cool e de raiz. Lançado em 11/11/1972, na esteira do sucesso da sua música “Capim Gordura”, o trabalho trouxe essa mistura de simplicidade e sofisticação, jazz e viola, que o fizeram conhecido. Essa é uma pequena homenagem, fruto da pesquisa sobre as músicas em que Laéercio tocou, compôs ou arranjou. A playlist mostra um pouco da carreira desse grande artista e uma janela interessante sobre a música feita por aqui nos anos 70. Os vocais, piano, arranjos e composições do Tio estão em vinis entre os mais procurados do período, como “Quem É Quem” (João Donato), “Edson Frederico e a Transa”, ou os primeiros discos do cantor Emílio Santiago e da dupla de violonistas Burnier e Cartier. Ah, por falar em vinil, não reparem o chiado na playlist…”.

Emílio Santiago – “Sessão das 10”
Quinteto Ternura – “O amigo”
Bebeto – “Mendigo e ladrão”
Clara Nunes – “Arlequim de bronze”
Marcos Valle – “Mentira Carioca”
Wilson Simonal – “Mulher de malandro”
João Donato – “A rã”
Paulo Bagunça e a Tropa Maldita – “Olhos risonhos”
Laércio de Freitas e o som Roceiro – “Capim gordura”
Burnier e Cartier – “Marcante”
Marcos Valle – “Azymuth”
Laércio de Freitas e o Som Roceiro – “Fogo-pagô”
Octavio Burnier – “Dança infernal”
Edson Frederico e a Transa – “Multidão”
Elza Soares – “Sete Linhas”

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